Ceticismo e Naturalismo, P. F. Strawson

capa-unisinos-strawsonTradução: Jaimir Conte

São Leopoldo: Editora da Unisinos, 2008

Páginas: 114. Coleção: Ideias

Formato: 14 x 21 cm

ISBN: 9788574313214

Sumário

Prefácio

1. Ceticismo, naturalismo e argumentos transcendentais

P. F. Strawson-Ceticismo e naturalismo-Sumário

Prefácio

            Este livro compõe-se de cinco das Conferências Woodbridge apresentadas na Columbia University em 1983. Uma sexta conferência: “Causalidade e Explicação”, um pouco afastada do tema e do tratamento das demais, não foi incluída. Desejo agradecer aos membros do departamento de filosofia da Columbia University pelo seu convite para proferir essas conferências e pelo prazer da companhia e estímulo de seus comentários durante minha permanência em Nova York.

            As conferências foram originalmente escritas em Oxford, durante os primeiros meses de 1980, e depois apresentadas naquela Universidade. Embora muitas das idéias que aparecem nelas tenham sido apresentadas, às vezes de forma mais completa, às vezes mais abreviada, em outros artigos e textos de minha autoria, não haviam sido até aqui reunidas e publicadas em sua presente forma. A composição original das conferências foi motivada pelo crescente sentimento de haver certa unidade nas abordagens, que achei plausível ou atraente, em relação a vários temas aparentemente díspares; e pela esperança, sem dúvida ilusória, de que algumas tensões filosóficas persistentes poderiam ser atenuadas pela exposição das analogias e das conexões entre essas abordagens.

            Outras disciplinas são definidas mediante princípios constitutivos de seleção entre verdades averiguáveis. Pode-se razoavelmente esperar que exista um consenso entre os especialistas das ciências particulares e dos conhecimentos exatos, ou que ele seja gradualmente alcançado. Mas a filosofia, que toma o pensamento humano em geral como seu campo, não é assim convenientemente delimitada; e a verdade em filosofia, embora não chegue a ser um caso perdido, é tão complexa e multiforme, tão multifacetada, que o trabalho de cada filósofo, se quiser ter alguma unidade e coerência, deve, quando muito, enfatizar alguns aspectos da verdade, negligenciando outros que podem impressionar com muito mais força um outro filósofo. A aparência de um desacordo endêmico no assunto, portanto, é algo que se deve esperar em vez de lastimar, e não é motivo de espanto que as opiniões individuais do filósofo, mais provavelmente do que as do cientista ou do especialista, reflitam em parte seu gosto e temperamento individuais.

 P. F. Strawson